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60 Mil Escolas Ainda Ignoram a Educação Ambiental: Como Reverter Esse Cenário?

Foto do escritor: Joyce Montes
Joyce Montes
7 de jul.
4 min de leitura

Dados do Censo Escolar 2024 revelam que um terço das escolas brasileiras não desenvolve ações ambientais. Entenda por que isso precisa mudar e como o Floresta do Saber pode ajudar


O dado que acende o alerta

Em janeiro de 2026, a Folha de São Paulo publicou uma reportagem que deveria estar na pauta de toda reunião pedagógica do país. De acordo com o Censo Escolar 2024, realizado pelo Inep, um terço das mais de 179 mil escolas públicas e privadas do Brasil não realizou nenhuma atividade relacionada ao meio ambiente ou às mudanças climáticas. São cerca de 60 mil instituições de ensino que mantiveram a educação ambiental fora de suas salas de aula.

O cenário é ainda mais preocupante no Sudeste, onde 42% das escolas não tiveram qualquer iniciativa na área, e no Norte, com 39%. O estado de São Paulo, curiosamente o mais rico da federação, registrou o pior índice entre todos os entes federativos.

Esses números escancaram uma realidade incômoda: a educação ambiental, prevista em lei e reconhecida internacionalmente como ferramenta essencial para a formação cidadã, ainda não chegou a uma parcela expressiva dos estudantes brasileiros.


Por que a educação ambiental precisa começar na base

A educação de base — que compreende a educação infantil e os anos iniciais do ensino fundamental — é a fase mais fértil para a formação de valores. É nesse período que as crianças constroem sua relação com o mundo, desenvolvem empatia e começam a compreender que suas ações geram consequências.

Quando uma escola oferece educação ambiental desde cedo, ela não está apenas cumprindo uma exigência curricular. Ela está formando indivíduos que levarão para a vida adulta uma compreensão profunda sobre equilíbrio ecológico, consumo consciente e responsabilidade coletiva. Estudos mostram que crianças expostas a vivências ambientais na primeira infância desenvolvem maior senso de pertencimento à natureza e tendem a adotar hábitos mais sustentáveis ao longo da vida.

O problema é que muitas escolas — talvez a sua esteja entre elas — enfrentam dificuldades reais para implementar essas atividades. Falta de estrutura, ausência de espaços verdes, carga horária apertada e formação insuficiente dos professores são obstáculos frequentes que acabam empurrando a educação ambiental para segundo plano.


Uma parceria que transforma teoria em experiência

É diante desse desafio que o Floresta do Saber se apresenta como uma resposta concreta e acessível para as escolas. Criado em 2024 pela bióloga Joyce Montes e o gestor Ambiental, o projeto é um espaço dedicado à educação ambiental prática, onde o aprendizado acontece por meio de vivências, oficinas, trilhas, cursos e consultorias.

Nossa proposta não é substituir o trabalho do professor, mas potencializá-lo. Levamos os alunos para um ambiente onde a teoria ganha vida: sistemas agroflorestais em funcionamento, técnicas de bioconstrução com materiais naturais, trilhas interpretativas que revelam a biodiversidade local e práticas de compostagem que ensinam sobre ciclos da matéria orgânica. Cada atividade é desenhada para que a criança ou o jovem toque, sinta, experimente e, principalmente, compreenda — porque na educação ambiental, a vivência é tão importante quanto o conceito.


Atividades que respeitam o tempo de cada turma

Um dos grandes diferenciais do Floresta do Saber é a adaptação cuidadosa das atividades por faixa etária. Não oferecemos um roteiro engessado. Pelo contrário: cada visita é construída em diálogo com a escola, levando em conta a idade dos alunos, o estágio de desenvolvimento e os objetivos pedagógicos da turma.

Para a educação infantil, priorizamos atividades sensoriais e de exploração livre. As crianças pequenas aprendem pelo encantamento: sentir a textura do solo, observar as cores das flores, ouvir os sons da floresta, plantar uma semente e acompanhar seu crescimento. São vivências lúdicas que plantam as primeiras sementes da consciência ambiental de forma natural e afetiva.

Para os anos iniciais do ensino fundamental, as experiências ganham camadas de complexidade. Os alunos participam de trilhas interpretativas onde aprendem a identificar espécies nativas, compreendem o papel dos polinizadores nos ecossistemas e descobrem na prática como funciona uma horta agroflorestal. As oficinas de compostagem, por exemplo, transformam um conceito abstrato em uma atividade concreta e fascinante.

Para os anos finais e ensino médio, as atividades se aprofundam em temas como recuperação de áreas degradadas, soluções baseadas na natureza, bioconstrução e planejamento ambiental. Nessa fase, os jovens são convidados a pensar como agentes de transformação, compreendendo os desafios ambientais do seu território e propondo soluções inspiradas nos próprios processos naturais.


A abordagem lúdica como chave do aprendizado

Se há um segredo na pedagogia do Floresta do Saber, ele se chama ludicidade. Acreditamos que ninguém protege o que não ama, e ninguém ama o que não conhece de forma prazerosa. Por isso, cada atividade é desenhada para despertar a curiosidade, o encantamento e a alegria de descobrir.

Quando uma criança constrói uma pequena estrutura com bambu e barro em uma oficina de bioconstrução, ela não está apenas aprendendo uma técnica alternativa — está experimentando o prazer de criar com as próprias mãos, usando materiais que a natureza oferece. Quando um adolescente percorre uma trilha agroflorestal e entende como árvores, solo, água e fauna se relacionam, ele está construindo um conhecimento que nenhum livro didático conseguiria transmitir com a mesma profundidade.

O lúdico não é um enfeite na educação ambiental: é o veículo que torna o aprendizado significativo e duradouro. E é essa abordagem que faz com que um dia de visita ao Floresta do Saber se transforme em uma memória afetiva que o aluno levará para sempre.


Um convite às escolas que querem fazer a diferença

Os dados do Censo Escolar são um chamado à ação. Enquanto 60 mil escolas brasileiras ainda não realizam atividades de educação ambiental, uma geração inteira está perdendo a oportunidade de desenvolver uma relação saudável e consciente com o planeta.

O Floresta do Saber está de portas abertas para receber sua escola. Se você é diretor, coordenador pedagógico ou professor e sente que falta algo na formação dos seus alunos — algo que conecte conhecimento teórico com experiência prática, que una ciência e encantamento, que prepare crianças e jovens não apenas para provas, mas para a vida — entre em contato conosco.

Agende uma visita, conheça nossos programas e descubra como podemos construir juntos uma experiência educacional que transforma a maneira como os estudantes enxergam o mundo. Porque educação ambiental não é conteúdo complementar: é alicerce para as próximas gerações.

👉 Visite o site do Floresta do Saber e saiba mais: www.florestadosaber.com.br


 
 
 

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